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Redes corporativas estão cada vez mais expostas a ameaças digitais. Saiba quais medidas podem ajudar sua empresa a reduzir riscos, proteger dados e manter a continuidade das operações.
A conectividade é indispensável para o funcionamento das empresas. Sistemas de gestão, plataformas em nuvem, dispositivos, aplicações, servidores e ferramentas de comunicação dependem de uma rede corporativa estável e segura para operar.
Ao mesmo tempo, essa conectividade amplia a superfície de ataque. Uma configuração inadequada, um dispositivo sem atualização ou uma credencial comprometida pode abrir caminho para acessos indevidos, roubo de informações, indisponibilidade de sistemas e outros incidentes de segurança.
Por isso, proteger a rede corporativa não deve ser tratado apenas como uma questão de infraestrutura. É uma parte importante da estratégia de segurança da informação e da continuidade do negócio.
Antes de definir as medidas de proteção, é importante entender como uma rede pode ser explorada por atacantes.
Entre as ameaças mais comuns estão:
O risco não está apenas em ataques externos. A falta de controles internos, permissões excessivas e equipamentos desatualizados também podem facilitar a ocorrência ou a propagação de um incidente.
A segurança de uma rede depende da combinação de diferentes camadas de proteção. Não existe uma única ferramenta capaz de eliminar todos os riscos.
O firewall é uma das principais camadas de proteção de uma rede corporativa. Ele permite controlar o tráfego entre diferentes redes e estabelecer regras para determinar quais conexões podem ser permitidas ou bloqueadas.
Uma configuração adequada ajuda a reduzir exposições desnecessárias e controlar o acesso aos recursos da empresa.
Entretanto, simplesmente possuir um firewall não significa que a rede esteja protegida. As regras precisam ser configuradas, revisadas e atualizadas de acordo com as necessidades do ambiente.
Atualizações de sistemas operacionais, aplicações, servidores e equipamentos de rede frequentemente incluem correções para vulnerabilidades de segurança.
Por isso, manter componentes desatualizados pode aumentar a exposição da empresa.
É importante estabelecer uma rotina para:
Esse processo contribui para reduzir a exploração de vulnerabilidades conhecidas.
Nem todos os usuários precisam ter acesso aos mesmos sistemas e recursos.
A aplicação do princípio do menor privilégio ajuda a limitar o acesso de cada usuário ao que realmente é necessário para suas atividades.
Além disso, é importante utilizar senhas fortes, autenticação multifator quando disponível e processos para bloquear ou remover rapidamente acessos de colaboradores que mudaram de função ou deixaram a empresa.
O controle de acesso também deve considerar dispositivos e aplicações, não apenas usuários.
A segmentação de rede pode limitar a movimentação de um invasor caso um dispositivo seja comprometido.
Em vez de manter todos os equipamentos e sistemas em um único ambiente, a empresa pode utilizar diferentes segmentos ou redes virtuais de acordo com suas necessidades.
Por exemplo, determinados ambientes podem ser separados entre:
Dessa forma, um incidente em um determinado segmento não necessariamente proporciona acesso direto a todos os demais recursos da organização.
Prevenir ataques é fundamental, mas identificar comportamentos suspeitos rapidamente também é.
O monitoramento permite acompanhar eventos e identificar situações que podem indicar um incidente, como:
Quanto mais rapidamente uma atividade suspeita for identificada, maiores são as possibilidades de investigação e contenção antes que o impacto aumente.
Computadores não são os únicos equipamentos conectados à rede corporativa.
Impressoras, câmeras, dispositivos de controle de acesso, telefones IP, equipamentos industriais e dispositivos IoT também podem representar riscos quando possuem configurações inadequadas ou software desatualizado.
Por isso, é importante manter um inventário dos dispositivos conectados, alterar credenciais padrão, aplicar atualizações e restringir o acesso desses equipamentos aos recursos que realmente precisam utilizar.
Mesmo com diferentes mecanismos de segurança, nenhum ambiente está completamente livre de incidentes.
Os backups são importantes para recuperar informações e sistemas após situações como ransomware, falhas de equipamentos, exclusões acidentais ou outros eventos.
Além de realizar cópias de segurança, a empresa deve verificar se os backups podem realmente ser restaurados.
Um backup que nunca foi testado pode não oferecer a segurança esperada no momento de uma emergência.
A tecnologia é apenas uma parte da segurança corporativa.
Colaboradores podem receber mensagens fraudulentas, acessar páginas maliciosas ou compartilhar credenciais sem perceber que estão diante de uma tentativa de ataque.
Treinamentos e campanhas de conscientização ajudam a equipe a reconhecer situações suspeitas e entender como agir diante delas.
Entre os temas que podem fazer parte dessas ações estão phishing, senhas, autenticação multifator, uso seguro de dispositivos e comunicação de incidentes.
Proteger uma rede corporativa não significa implementar uma ferramenta e considerar o trabalho concluído.
Novas vulnerabilidades surgem, sistemas são adicionados, colaboradores mudam de função, dispositivos entram na infraestrutura e as técnicas utilizadas pelos atacantes evoluem.
Por isso, a segurança deve fazer parte de um processo contínuo de avaliação, monitoramento e melhoria.
Uma estratégia eficiente pode combinar firewall, segmentação de rede, controle de acesso, atualizações, proteção dos dispositivos, monitoramento, backups e conscientização dos usuários.
Essa abordagem em camadas reduz a dependência de um único mecanismo de defesa e aumenta a capacidade da empresa de prevenir, identificar e responder a incidentes.
Uma infraestrutura de rede segura precisa estar alinhada às necessidades do negócio e ao nível de exposição da organização.
A Matekdata pode apoiar empresas na avaliação de sua infraestrutura de tecnologia e na implementação de medidas voltadas à segurança, disponibilidade e continuidade das operações.
Mais do que proteger equipamentos individualmente, é importante analisar o ambiente como um todo, identificando possíveis pontos de vulnerabilidade e definindo controles adequados para cada cenário.